7.2.10

Reflexões de uma tarde de domingo (ou de como adoro domingos)

"(...) Ninguém me fará calar, gritarei sempre
que se abafe um prazer, apontarei os desanimados,
negociarei em voz baixa com os conspiradores,
transmitirei recados que não se ousa dar nem receber,
serei, no circo, o palhaço,
serei médico, faca de pão, remédio, toalha,
serei bonde, barco, loja de calçados, igreja, enxovia,
serei as coisas mais ordinárias e humanas, e também as excepcionais:
tudo depende da hora
e de certa inclinação feérica,
viva em mim qual um inseto. (...)"  Carlos Drummond de Andrade, Idade Madura.

Completamente limitada, criatividade castrada, assim me apresento, aqui tentando de alguma forma me manifestar. E nada movo, nada se comove com palavras desconexas. A sociedade preza e ensina o nexo, mas quem precisa dele quando existe a vida?


Feliz é o bom café quando junto do chocolate, do alfajor, da torta holandesa, do croissant e do licor de laranja.

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